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terça-feira, 13 de novembro de 2012

PROJETO NA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS

PROJETO
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL MODERADO, DOS ANOS INICIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA JOSÉ VERÍSSIMO.
Mari Pereira de Alcântara
1- TEMA
Dificuldade de aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual moderada nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
2- INTRODUÇÃO
A aprendizagem da leitura e escrita é indispensável na sociedade atual. Quando uma criança começa a frequentar a escola formam-se muitas expectativas a respeito de sua aprendizagem, transformando esse fato em uma responsabilidade da criança e do profissional que trabalha com ela. A cobrança da sociedade em geral, a respeito do ensino-aprendizagem é um ato que inconscientemente pesa na vida de uma criança, pois quando ela não consegue atingir o objetivo estipulado para aquele determinado tempo, são de certa forma rotulada como incapazes, não demora muito tempo para começar a ouvir “esse não aprende mesmo”, ele é muito indisciplinado, ou ele tem algum problema Logo é recomendado que leve a um médico ou que faça alguma terapia com um profissional da área da saúde para fazer o diagnóstico que sem perceber já acabam fazendo-o antes desse profissional. Sem constatar nenhuma deficiência as crianças que tem dificuldade de aprendizagem já são tratadas com diferença, imagine com as crianças que possui um laudo médico apontando para alguma deficiência, principalmente a Intelectual o problema ainda é maior, o preconceito que esses indivíduos sofrem é muito grande, pois são vistas como incapazes de realizar tais tipos de tarefas. Na maioria das vezes a sociedade não compreende que as pessoas com Deficiência Intelectual, podem ter uma vida normal, com algumas limitações, mas são capazes de desenvolver as tarefas do dia a dia. Segundo a Professora Maria Cecília Toledo, 2002 pag 37, “A pessoa com DI tem o seu funcionamento intelectual inferior á média, acompanhado de limitações relativas ao funcionamento adaptativo que se manifesta durante o período de desenvolvimento, mas através de estímulos são capazes de concluir com êxito suas tarefas.” Partindo desse princípio que pode se ver que a contribuição da escola é o ponto de partida para essa criança alcançar o seu desenvolvimento, e lutar para serem reconhecidas como pessoas que são capazes de alcançar seus objetivos. O grande paradigma é saber como a escola vai desenvolver tais habilidades. De que maneira vai trabalhar, como formar essas crianças para viver na sociedade, no mundo do trabalho, enfim que ela seja capaz de viver dignamente e que seja reconhecida como um cidadão produtivo.
3 – PROBLEMA
Como desenvolver a leitura e a escrita nas crianças com deficiência intelectual moderada.
4- HIPOTESE
Ambiente estimulador com adaptações necessárias a cada um desses indivíduos segundo a sua deficiência.
5- OBJETIVOS
5.1 – Objetivo geral
- Desenvolver estratégias e recursos para trabalhar com as crianças com Deficiência Intelectual moderada, de forma a atingir o avanço na aprendizagem da leitura e escrita.
5.2 - Objetivos específicos
 Criar situações de aprendizagem que favoreçam e estimulem a leitura e a escrita;  Planejar estratégias que estimulem a leitura e a escrita;  Realizar pesquisa usando a Web;  Trabalhar com softwares educativos apropriados para DI,  Selecionar e ensinar as crianças como desenvolver as atividades propostas nos objetos de aprendizagens;  Trabalhar com recorte e colagem de revistas e jornais;  Confeccionar cartazes e jogos;  Construção de um blog;
6 – REFERENCIAL TEÓRICO
Esse projeto visa desenvolver estratégias de ensino/aprendizagem para contribuir no avanço das crianças com Deficiência Intelectuais moderada. Dessa forma a escola estará promovendo o crescimento e a formação de todos os indivíduos nela inserido. Ao desenvolver projetos que vem de encontro com as necessidades dessas crianças, a escola também estará desenvolvendo o seu papel de formar cidadãos críticos e atuantes na sociedade em que vive. Pois sabe se que a criança DI enfrenta muitos preconceitos e as vezes, inconsequentemente, são deixadas a mercê da sociedade por rotularem que são incapazes de desenvolver os processos cognitivos, ou seja, processos mentais que oportunizam a produção do conhecimento. Vygotsky (1989) afirma que uma criança com deficiência mental não é simplesmente menos desenvolvida que outra de sua idade, mas é uma criança que se desenvolve de outro modo. Assim, tanto as pesquisas de inspiração interecionista quanto a constatação empírica, confirmam que as pessoas DI se diferem dessas pessoas sem deficiência muito mais pelo ritmo de construção das estruturas do conhecimento do que pela forma como conseguem evoluir intelectualmente.
Conforme Mantoan (1997), não existe uma diferença estrutural no desenvolvimento cognitivo de pessoas deficientes e, embora existam deficientes, tanto quanto a inteligência de qualquer pessoa, possui plasticidade, o que faz com que sejam capazes de “evoluir, manter estáveis suas aquisições intelectuais, assim como generalizá-las para uma gama considerável de atividades”, (p57). Sendo assim, esse projeto de pesquisa partiu das dificuldades que a escola vem enfrentando no seu dia a dia com as crianças com DI buscando desenvolver estratégias teórico-metodológicas que lhes permitam o desenvolvimento cognitivo e a apropriação ativa do saber. Essas atividades têm como objetivo o engajamento do aluno em um processo particular de descoberta e o desenvolvimento de relacionamento recíproco entre a sua resposta e o desafio apresentado pelo professor.
7 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esse projeto de pesquisa será desenvolvido na Escola Pólo Municipal José Veríssimo nos anos iniciais do Ensino Fundamental, alunos com Deficiência Intelectual moderada que desempenham um baixo rendimento no ensino-aprendizagem de leitura e escrita. Durante o desenvolvimento desse projeto será integrado as mídias Imprensa e Informática. O projeto terá as seguintes etapas:
7.1- Levantamento de dados desses alunos, através de observação em sala de aula, conversa com os professores e entrevista com os pais. - A coleta de dados com os professores será a respeito do desenvolvimento tanto cognitivo como afetivo em sala de aula. - A entrevista com os pais terá a seguinte seqüencia: Entrevista • Como foi a gestação dessa criança? • Como foi o parto? • Os primeiros anos? • Quando começou a andar? • Quando começou a falar? • Tem outros filhos? • Como é o relacionamento dessa criança com os irmãos e outras pessoas da casa? • O que ele faz em casa, ajuda nos afazeres domésticos? • Como é a higiene pessoal, ele da conta de fazê-la sozinho ou precisa de ajuda? • Como é o sono tranqüilo ou agitado? • O que gosta mais de fazer nas horas de lazer? • Gosta de vir para a escola? • Faz as tarefas de casa? As respostas serão todas anotadas e feitos relatórios, para que possa ser observados o grau de cada deficiência, seu comprometimento e suas limitações.
7.2 - Será realizado com cada aluno um diagnóstico cognitivo para identificar as suas dificuldades e descobrir suas habilidades e limitações.
7.3 - Análise dos dados coletados para organizar as estratégias e os recursos a serem usados para trabalhar no seu desenvolvimento.
7.4 – Construções de quebra-cabeça, dominó, jogo da memória e outros jogos didáticos para serem utilizados durante as atividades com os alunos.
7.5 – Pesquisas na Web e gravações de CDs e DVDs com conteúdo para trabalhar relaxamento.
7.6 – Planejamento de trabalho diário com os alunos e elaboração do cronograma de atendimento, quantos e quais alunos poderão trabalhar no mesmo horário. Quantos dias por semana cada grupo de aluno ou individual será atendido por semana.
7.7 - Início do trabalho com as crianças, usando os jogos.
7.8 – Recorte e colagem de revistas, livros e outros materiais impresso, para confecção de origami, mosaico, montagem, etc. Trabalhando a concentração.
7.9 – Acesso a Web nos site www.gameescola.com , www.mec.gov.br/seesp no link “Objetos de aprendizagem” escolher o que seja mais adequado a etapa de desenvolvimento que o aluno está e orientá-lo como utilizar. (o aluno poderá estar trabalhando com os objetos de aprendizagem uma vez por semana conforme a sua necessidade e desenvolvimento).
7.10 - O uso da internet vai trazer muitas contribuições, através dos blogs irão observar atividades desenvolvidas por outras crianças. È valido ressaltar que as crianças que tem o comprometimento motor mais elevado irão usar os adaptadores e programas específicos, durante o uso do computador.
7.11 - No final do projeto será criado um blog juntamente com a professora onde eles irão postar suas atividades desenvolvidas e também trocar informações com outras crianças.
8 –
9 – RECURSOS DIDÁTICOS
Mídia impressa e digital
Computador com internet
Software educativos
Objetos de aprendizagem
Revistas, livros e jornais
Cartolina e papel cartão
Adaptadores de objetos para acessibilidade.
10 – AVALIAÇÃO
A avaliação do desempenho do aluno será feita continuamente, através de observação e relatórios onde serão registrados o desenvolvimento do aluno em cada atividade proposta. No final do projeto com a produção do blog, será visto com mais clareza a aprendizagem dos alunos com o manuseio e postagem no blog.
11 – REFERÊNCIAS
REVISTA NOVA ESCOLA. Edição Especial Inclusão - Julho 2009/Reportagem Formas criativas de estimular a mente, Noêmia Lopes. mar. 2012 . Disponível: .Acesso em: 10 mar. 2012.
www.deficientesemacao.com/deficiencia-intelectual
ensinandoeaprendendoemsaladerecursos.blogspot.com/.../alunos-defi... 19 maio 2009 – Alunos deficientes intelectuais: conceitos, habilidade mental, comportamento e interações. www.salesianolins.br/...e.../3.../Comunicação_Alternativa.pdf
PAN, Miriam. Direito a diferença: uma reflexao sobre deficiencia intelectual , editora ibpex, 2009
Material Pedagógico e Tecnologias Assistivas. Banco Mundial. 2003. Disponível em www.cnotinfor.pt/inclusiva/entrada.pt.html.
GUENTHER,Z.C. Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão. Petrópolis: Vozes, 2000.
TORI, R. Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Senac São Paulo, 2010.
NETTO. Alvin Antonio Oliveira. Guia Prático para Apresentação de Trabalhos de Metodologia Cientifica. Rio de Janeiro, 3ª ed. Editora Visual Books, 2008.
VIGOTSKY, L.S. Pensamentos e linguagem. Lisboa: Antídoto, 1989.
MONTOAN. M. T. E. Ser ou estar eis a questão – Explicando o déficit intelectual. Rio de Janeiro: WVA. 1997.
Esse projeto foi desenvolvido na Sala de Recursos Multifuncionais.
IMAGENS DOS ALUNOS DESENVOLVENDO O PROJETO
RECORTE E COLAGEM
PRODUÇÃO ORAL DE HISTÓRIA COM FANTOCHES
JOGO DA MEMÓRIA DE ALFABETIZAÇÃO
JOGOS EDUCATIVOS DE INFORMÁTICA
VÁRIAS ATIVIDADES

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